Balaclava

A Balaclava é um tipo de gorro criado para a proteção do frio.

grace kelly wearing a balaclava from Dior
Grace Kelly usando uma balaclava da Dior, por baixo de um chapéu.

Durante a Guerra da Criméia em 1854, houve a Batalha de Balaclava, uma cidade da Criméia. Nessa batalha aconteceu o evento histórico da Carga da Brigada Ligeira, quando uma brigada britânica inteira recebeu o comando de atacar o exército Russo, que estava em maior número.

Durante essa época as mulheres tinham o costume de tricotar balaclavas na cor cáqui, a cor da camuflagem, para os soldados, e foi depois dessa batalha, que a balaclava ganhou o nome que tem até hoje.

Costumam ser feitas de tricô ou crochê e hoje são muito usadas por alpinistas, esquiadores e pilotos de corrida; assim como policiais que precisam esconder sua identidade e manifestantes que desejam o mesmo, muito comum entre o grupo Black Bloc.

A Balaclava já esteve presente nas passarelas na década de 1960, meados de 1980 e voltou em 2018.

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Balaclava

https://en.wikipedia.org/wiki/Balaclava_(clothing)

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Bakst, Leon

Leon Bakst foi um pintor, cenógrafo e figurinista russo nascido como Lev Samoylovich Rosenberg em 27 de Abril de 1866.

Bakst, Self Portrait,
Auto-Retrato, 1893, pintura a óleo.

Bakst nasceu em um família judia de classe média na Russia czarista. Seu avô era um alfaiate de grande renome e ganhou de presente do Czar uma grande casa em São Petersburgo; tal casa impressionou muito Bakst, e depois de sua família se mudar para a capital ele continuou a visitar seu avô e sua casa todos os sábados.

Aos 12 anos ganhou um concurso de desenho e decidiu tornar-se pintor; decisão a qual não agradou seus pais.

Após se formar no ensino fundamental e apesar de ter falhado no exame admissional, Bakst começou a cursar a “Academia de Artes de São Petersburgo” como aluno sem crédito até seu segundo ano, em 1883, quando conseguiu passar no exame na segunda tentativa.

Na academia conheceu e tornou-se amigo do artista Valentin Serov, uma amizade que foi eterna.

Ainda na academia chegou a participar de um concurso em que ele inscreveu uma Pietà na qual era possível ver as imagens bíblicas de Maria, que apareceu com os olhos vermelhos de choro, e os discípulos, que foram retratados como judeus pobres. As autoridades da escola ficaram escandalizadas e o desqualificaram.

Nessa mesma época ele também começou a trabalhar como ilustrador de livros e revistas.

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Apesar de ter orgulho das origens judias da sua família, Bakst viveu em um período da história em que havia uma onda de anti-semitismo na Russia. Acredita-se que o motivo para Bakst ter mudado seu nome de Rosenberg, um nome judeu, para Bakst, o nome de solteira de sua mãe, foi por receio que o nome de origem judia fosse lhe atrapalhar nos negócios.

No começo dos anos 1890 Bakst passou a expor seus trabalhos junto a sociedade de aquarelistas.

Entre os anos de 1893 à 1897 ele viveu em Paris, onde passou a estudar na Academia Julian, mas não deixou de visitar São Petersburgo.

Depois do meio da década de 1890 Bakst tornou-se membro do grupo conhecido como “Nevsky Pickwickians”. Era um grupo de artistas, escritores e figuras ligadas as artes, que possibilitou que Bakst se relacionasse com duas pessoas importantes para sua vida profissional, o empresário Sergei Diaghilev e o artista Alexander Benois, mais conhecidos como os responsáveis pelo movimento artístico “Mir Iskusstva”(“Mundo das Artes” em português). Diaghilev e Benois também criaram a revista de arte de mesmo nome que o movimento. Nessa revista Bakst ficou responsável em ajudar na parte gráfica. Tal trabalho trouxe-lhe muito sucesso e fama.

Sergei Diaghilev, 1906
Retrato de Sergei Diaghilev por Leon Bakst, 1906.

Em 1898 ele expôs seus trabalhos na exposição “Primeira Exposição de Artistas Russos e Finlandeses”, organizada por Diaghilev; expôs em exposições do “Mundo das Artes”, exposições da “Secessão de Munique”, exposições da “União dos Artistas Russos”, assim como outras.

Também trabalhou com retratos de pessoas como o pintor russo Filipp Malyavin em 1899, o escritor e filósofo Vasily Rozanov em 1901, o escritor e poeta Andrei Bely em 1905 e a escritora e poeta Zinaida Gippius em 1906.

Outro emprego que teve foi o de professor de artes para as crianças da família do Grande Duque Vladimir Alexandrovich da Russia.

Em 1902 Bakst aceitou a encomenda feita pelo Czar Nicolau II de pintar a reunião entre o  Almirante Avellan e os marinheiros russos, que aconteceu em Paris. Ele começou a obra durante as comemorações de 17 à 25 de Outubro, e só conseguiu terminar 8 anos depois.

Durantes as revoluções russas de 1905 Bakst trabalhou para as revistas Zhupel, Adskaja, Pochta, Satyricon e Apollon.

Em 1908 Bakst começou a trabalhar com a mídia que lhe rendeu mais sucesso, o design de cenários e figurinos de balés.

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Em 1909 se envolveu no design de sets para algumas tragédias gregas.

Foi com a companhia de dança de seu amigo Diaghilev, a companhia “Ballets Russes”(“Balés Russos” em português) que Bakst conseguiu renome internacional. Ele se envolveu com a produção do palco e do figurino de balés como Cleópatra em 1909, Scheherazade em 1910, Carnaval em 1910, Narcisse em 1911, Le Spectre de la Rose em 1911, L’après-midi d’un faune em 1912 e Daphnis et Chloé em 1912.

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Foi através dos Ballets Russes que Bakst conheceu duas de suas mais importantes amigas, as bailarinas, Anna Pavlova e Ida Rubinstein. Ambas acabaram abrindo suas próprias companhias de dança e convidaram Bakst para trabalhar com elas.

Durante esse período Bakst viveu no Leste Europeu, por causa do decreto russo que não permitia que um judeu vivesse permanentemente fora da Zona de Assentamento, que constituía-se em parte do território russo e parte de alguns países do leste europeu.

Felizmente ele pôde visitar São Petersburgo e dar aulas de pintura na escola “Zvantseva School of Drawing” ( “Escola de Desenho da Zvantseva” em português), da pintora e professora de artes Elizaveta Zvantseva. Um de seus alunos favoritos era o pintor Marc Chagall, que segundo Bakst, era um bom aluno que escutava atentamente as instruções das lições propostas, e assim que pegava as tintas e pincel, fazia algo completamente diferente.

Apesar de ser mais conhecidos por seus trabalhos para os palcos dos balés, durante o período conhecido como Art Déco (movimento artístico da década de 1920) era muito comum entre as famílias britânicas encomendar-se quadros para ornar suas casas. Portanto Bakst pôde trabalhar pintando obras como a história da Bela Adormecida feita em 7 painéis encomendada em 1913 para a mansão Waddesdon de James e Dorothy de Rothschild no condado de Buckinghamshire.

Em 1914 tornou-se membro da “Academia Imperial de Artes”.

Também em 1914 Bakst conheceu a filantropa connoisseur de arte Alice Warder Gerrett em Paris, quando a senhora Gerrett estava acompanhando seu esposo diplomata na Europa. Os dois tornaram-se amigos rapidamente, e Bakst passou a confiar nela como uma confidente e agente.

Quando os Gerretts voltaram para os EUA em 1920, a senhora Gerrett tornou-se a representante de Bakst lá. Ela organizou duas exposições na “Galeria Knoedler” em Nova York e depois algumas exposições itinerantes.

Voltando para Baltimore onde a família Gerrett possuía uma mansão chamada “Evergreen”, Bakst decorou a sala de jantar usando um amarelo ácido chocante com um vermelho chinês. Ele também transformou o pequeno ginásio da propriedade em um pequeno teatro particular colorido e moderno. Acredita-se que esse foi o único teatro particular no qual Bakst trabalhou.

Em 1922 Bakst terminou sua amizade com Diaghilev e os “Ballets Russes”.

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Ele morreu no dia 27 de Dezembro de 1924 em uma clínica em Rueil Malmaison, perto de Paris, de um edema pulmonar.

No dia do seu enterro familiares, amigos e diversos admiradores, entre eles os mais famosos artistas, escritores, críticos , poetas, músicos e dançarinos de sua época, formaram uma grande e comovente procissão que acompanho o corpo até seu túmulo.

Logo após ter desenhado o figurino da peça de balé “Jeux”, da companhia “Ballets Russes”,  Bakst colaborou com a casa de costura Paquin, da estilista Jeanne Paquin, em 1913 e desde então passou a se envolver com vestidos e produções têxteis até o fim de sua vida.

Ele frequentemente usava idiomas orientais, neo-clássicos e estéticas étnicas russas.

Devido à sua educação artística simbolista, gosto pessoal e circunstâncias financeiras Bakst não realizou o seu sonho de vestir a mulher do futuro dentro do mundo comercial da alta costura.

Ao invés disso suas roupas feitas durante o período da I Guerra Mundial até sua morte eram criadas como peças únicas para um grupo seleto de mulheres extravagantes e muito ricas.

Ainda assim Bakst foi um grande defensor da modernidade e um competente manipulador da mídia contemporânea, na qual vigorosamente promoveu sua própria oeuvre, o fenômeno da moda e o conceito da nova e emancipada mulher.

Danza Sacra - Leon Bakst - c1912 costume design Art Print
Figurino de Dança Sacra para peça desconhecida, 1912.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.euppublishing.com/doi/full/10.3366/cost.2017.0025

https://www.britannica.com/biography/Leon-Bakst

https://en.wikipedia.org/wiki/Léon_Bakst

https://pt.wikipedia.org/wiki/Leon_Bakst

 

Baker, Josephine

Ela era uma artista exótica (cantora, dançarina, atriz), ativista e até mesmo espiã.

Baker dancing the Charleston, 1926
Baker dançando o Charleston, 1926.

Nasceu como Freda Josephine McDonald em 3 de Julho de 1906 em Saint Louis, Missouri, EUA.

Seus pais eram artistas pobres e criaram Josephine em um bairro que abrigava muitos teatros de vaudeville, que funcionavam como casas de cinema, expondo-a ao showbiss em uma idade precoce.

Ela teve uma infância pobre, só frequentou a escola até o quinto ano, mas desenvolveu uma inteligência de rua.

Como sua família era pobre, Baker teve que ajudar trabalhando ainda criança.

Aos oito anos de idade, ela assumiu seu primeiro emprego como ajudante uma família branca.

Aos treze anos trabalhava como garçonete e morava nas ruas de vez em quando, na época também se casou com Willie Wells, mas o casamento durou apenas um ano.

Em 1921, com quinze anos, ela se casou pela segunda vez, desta vez com Willie Baker. E começou a perseguir sua vida como artista. Ela foi para Nova York com a trupe teatral da qual ela fazia parte e conseguiu ser recrutada para um show da Broadway.

Em 1925 ela se divorciou novamente, ficou como “Josephine Baker” e foi para Paris, onde começou a ganhar sucesso.

Sua dança exótica e o fato de que ela costumava aparecer nua no palco a tornaram conhecida em todos os lugares. Trabalhou em vários espectáculos e apresentou-se em locais como o cabaré Folies Bergère e o Casino Paris.

Naquela época, ela costumava se apresentar no palco com sua chita de estimação chamada Chiquita.

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Ilustrado por Louis Gaudin a ilustração mostra Josephine baker sendo presenteada com um buquê de flores por Chiquita no Casino de Paris – 1930.

Ela voltou para Nova York e tentou uma carreira na broadway, mas não teve o mesmo sucesso que teve em Paris.

Por isso, decidiu voltar a Paris e, em 1937, casou-se, pela terceira vez, com Jean Lion e tornou-se cidadã francesa.

Em 1939, quando a Segunda Guerra Mundial foi declarada, Baker foi recrutada pelo “Deuxième Bureau”, a inteligência militar francesa, como um “correspondente de honra”. Baker coletava as informações que podia sobre os locais das tropas alemãs de autoridades que ela conhecia em festas.

Ela se divorciou em 1940 e se casou pela última vez, a quarta, em 1947, com o compositor francês Jo Bouillon. Seu casamento durou 14 anos e em 1961 eles se divorciaram.

Embora ela morasse em Paris, ela foi uma das personalidades que se envolveu com o ativismo americano durante a década de 1960.

Josephine Baker in her banana costume.
Josephine Baker usando seu traje de banana.

Na moda, ela é mais conhecida por sua carreira na década de 1920, por disseminar a pele negra em sua vida, colares de contas, gargantilhas, pulseiras, tornozeleiras, luvas de cores fortes, franjas e roupas coloridas.

Ela costumava aparecer nua no palco ou usando algo como saiote de plumas ou, seu “look” mais famoso, o cinto de bananas artificiais.

Ela é mais conhecida como ícone da era do jazz dos anos 1920.

Ela morreu em 1975.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://fashionsummedup.wordpress.com/2019/07/30/baker-josephine/

Bainha Aberta

A bainha aberta, ou ponto ajour, é um ponto de bordado usado principalmente para dar acabamento à uma bainha.

Bordadeira Terezinha Mateus bainha aberta ponto ajour
Exemplos de pontos Ajour, ou Bainha Aberta, feitos pela bordadeira mineira Terezinha Mateus.

É um ponto cruzado que forma uma junção aberta decorativa entre duas extremidades do tecido.

No vídeo a seguir pode-se ver bem como é a bainha aberta e como faze-la:

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

Bailey, David

David Royston Bailey é um fotógrafo inglês, nascido em Londres em 1938.

Quando era pequeno tinha grande dificuldades na escola devido a uma dislexia não diagnosticada.

Aos 15 anos deixou a escola para começar seu primeiro emprego, como copy boy no escritório do jornal Yorkshire Post.

David Bailey Self-Portrait David Bailey1957
David Bailey, Auto-retrato, 1957.

Ficou entre empregos até 1956, quando foi convocado para a Força Aérea Real (RAF, Royal Air Force) para servir em Singapura em 1957.

Enquanto estava servindo comprou uma camera Rolleiflex e começou a praticar a fotografia.

Em 1958 foi dispensado do serviço na RAF e decidiu continuar a praticar e estudar a fotografia.

Comprou uma câmera Canon Rangefinder e tentou ingressar na “London College of Printing”, mas não conseguiu devido ao seu histórico escolar, que não era bom.

Conseguiu um emprego como assistente de David Ollins, onde não conseguiu trabalhar com fotografia; pouco tempo depois ele foi convidado a fazer uma entrevista com o fotógrafo John french.

Em 1959 começou a trabalhar oficialmente como assistente de John French.

Em 1960 começou a trabalhar como fotógrafo no estúdio  de fotografia “Studio Five” de John Cole.

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Foto tirada por David Bailey pelo Studio Five para o Daily Express em 1960.

Em seguida, no final do mesmo ano, ele foi contratado pela Vogue Britânica.

A partir de então, David Bailey se transformou em um dos fotógrafos mais famosos do mundo.

 

No início de sua carreira, descobriu a modelo Jean Shrimpton, e juntos começaram a obter grande sucesso. Nessa época, os dois viveram um romance que foi transformado pela rede britânica BBC no filme para tv “We’ll take Manhattan” em 2012.

Jean Shrimpton, photo by David Bailey, New York City, 1962
Jean Shrimpton por David Bailey, Nova York, 1962.

Em pouco tempo, ele e mais dois colegas fotógrafos, igualmente respeitados, Terence Donovan e Brian Duff, ficaram conhecidos como A Trindade Negra (The Black Trinity), e foram creditados como uns dos responsáveis pelo movimento conhecido como “Swinging London”.

 

Michelangelo Antonioni também se inspirou em Bailey para fazer o filme “Blow Up”; o protagonista, um fotógrafo, e seu estilo de vida foram diretamente inspirados nele.

Seu trabalho não foi só focado na moda, Bailey também é mundialmente reconhecido por seus retratos e por sua fotos autorais.

MICK JAGGER, FUR HOOD, 1964 david Bailey
Mick Jagger por David Bailey, 1964.

Apesar de ser mais reconhecido pelo estilo fotográfico em que as fotos são bem exploradas em preto e branco, Bailey também trabalha com cores.

Além da fotografia, ele também se dedicou å direção de comerciais de TV e documentários.

Em 1976, também começou a se aventurar pelo mundo editorial, lançando a revista “Ritz Newspaper”, inicialmente uma mistura das revistas “Interview”, de Andy Warhol, e a “Rolling Stones”. A “Ritz Newspaper” funcionou até 1991 e foi responsável por introduzir as fotos de paparazzi no Reino Unido.

Andy Warhol, Ritz Newspaper David Bailey1980
Andy Warhol por David Bailey na capa da revista RItz Newspaper, em 1980.

Sua vida amorosa também chamou muita atenção. Era conhecido como um conquistador, tendo se envolvido com diversas modelos.

Se casou quatro vezes: A primeira em 1960 com Rosemary Bramble; depois em 1965 com a atriz francesa Catherine Deneuve; em 1975 com a modelo Marie Helvin; e por último em 1986, com sua atual esposa, a modelo Catherine Dyer.

Penelope Tree by David Bailey for Vogue UK, October 1968.
Penelope Tree por David Bailey para Vogue Britânica, Outubro de 1968.

David Bailey foi uma das principais celebridades de sua época de juventude (os anos 1960), e é um fotógrafo renomado e muito procurado até hoje.

Cara Delevingne with Pharrell Williams Vogue September 2013 Photo David Bailey
Cara Delevigne e Pharrell Williams por David Bailey para Vogue, Setembro de 2013

Alguns dos nomes com os quais pode trabalhar com e/ou fotografar ao longo dos anos são:  A Rainha Elizabeth II, a Princesa Diana, Margaret Thatcher, Terence Stamp, os integrantes dos Beatles, The Who e Rolling Stones (incluindo Brian Jones), Peter Sellers, PJ Proby, Cecil Beaton, Rudolf Nureyev, Andy Warhol, os gêmeos gângsters Kray; as modelos Jean Shrimpton, Twiggy, Penelope Tree, Kate Moss, Naomi Campbell e Cara Delevigne; os estilistas Yves Saint Laurent, John Galliano, Alexander McQueen e Tom Ford; as marcas Balanciaga, Dior, Chanel e Versace; com as empresas Volkswagen, Olympus e Nº7; e até mesmo a organização Greenpeace.

 

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://en.wikipedia.org/wiki/David_Bailey

https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Bailey

https://g.co/arts/Crk24dW2YtUUud9e8

https://www.wsj.com/articles/an-oral-history-of-david-bailey-the-legendary-london-born-photographer-who-reinvented-portraiture-11552912441

Bagheera

É um tipo de veludo fino, macio e felpudo.

Era muito usado para a confecção de vestidos de noite, saias e robes glamurosos. Também era usado em artigos de chapelaria e servia de substituto para pele em jaquetas e casacos até 1940.

Uma versão mais rústica do tecido pode ser encontrada em artigos de decoração como cadeiras e poltronas.

Possui uma aparência opaca, ao invés da brilhante dos veludos comuns.

Inicialmente era feito de seda.

Existe imitações do tecido feitas de crepe de raiom.

Infelizmente esse tipo de veludo saiu de circulação com a segunda guerra mundial.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

http://thedreamstress.com/2012/09/terminology-what-is-bagheera-and-a-bonus-definition/

Badgley Mischka

“Um Zip, e você está fabulosa” é como o estilista Mark Badgley resumiu a essência da Badgley Mischka.

A marca de roupas de luxo que produz principalmente vestidos de gala, e possui linhas de vestidos de noivas, infantil, sapatos, jóias, decoração, óculos de sol, esporte, prêt-à-porter e perfume, tem como principal inspiração e estilo o glamour de Hollywood dos anos 1940. A mulher que veste e inspira suas roupas, segundo a marca, é de todas as idades, mas tem um ar jovem, aprecia roupas bem feitas e é moderna.

Foi criada em 1988 pelos estilistas James Mischka e Mark Badgley, com o pouco dinheiro que a dupla possuía.

Para tal ambos largaram o emprego em que estavam, Badgley trabalhando como assistente da estilista Donna Karan, e Mischka como estilista-assistente das roupas masculinas do estilista Willi Smith.

Para nomear a marca, os estilistas decidiram juntar seus sobrenomes, e então surgiu a Badgley Mischka.

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Uma homenagem à Caravaggio inspirado pelo glamour introduz a coleção de outono/inverno de 2018 da Badgley Mischka.

Desde o começo a marca produz vestidos elegantes e luxuosos, usando tecidos caros e muitas vezes cobrindo-os com adornos, como pérolas, formando vestidos mais exclusivos ainda.

No mesmo ano em que abriram a marca, desfilaram uma coleção que não chamou muita atenção e não foi bem sucedida.

Continuaram correndo pelas ruas de Nova York para tentar fechar vendas, até que desfilaram sua segunda coleção, que ao contrário da primeira, trouxe pedidos feitos pelas principais cadeias de departamento de artigos de luxo como Saks Fifth Avenue, Barneys New York, e Neiman Marcus.

Com o sucesso do segundo desfile, que apresentou vestidos elegantes e ultra-femininos, a marca conseguiu não só os compradores, como também iniciou uma carta de clientes fieis, que não se assustaram com os preços dos vestidos, que muitas vezes alcançavam $5,000.

Badgley Mischka Fall:Winter 2018
Coleção de outono/inverno de 2018.

Nesse segundo desfile, também foi apresentada uma paleta de cores metalizadas, algo que viria a ser uma assinatura da marca.Os tecidos foram franzidos e frisados, envelhecidos de propósito (para não ficarem com aparência plástica e de novo) e enfeitados com adereços caros.Também usaram técnicas de drano e limpeza a seco para tirar o tom alaranjado dos fios de ouro. Outra coisa que fizeram foi banhar pérolas em banho de drano para conseguir uma pátina mais antiquada.

Mesmo indo bem de vendas, a marca estava em apuros financeiros até que em 1992 o grupo Escada AG comprou 80% da mesma. Badgley e Mischka ficaram animados com a venda já que poderiam começar a usar tecidos ainda mais exclusivos com o apoio financeiro do grupo.

Logo a marca aumentou sua carta de clientes e conseguiu celebridades como Winona Ryder, Angela Bassett e Sharon Stone.Não foram só as celebridades que apreciaram os vestidos da marca, mulheres executivas que podiam pagar, também se interessaram.

Mischka disse em uma entrevista que as clientes da marca se vestem quase como homens durante o dia, e isso as entedia, portanto durante a noite elas querem um glamour exagerado.

Até 1996 a marca só produzia vestidos de luxo, mas quando as clientes começaram a pedir os vestidos em cores como branco e off-white para seus casamentos, a marca resolveu abrir a linha de vestidos de noiva.

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Noiva da Badgley Mischka usando um vestido da coleção de 2019.

Com o sucesso da marca e o apoio financeiro do grupo Escada AG a Badgley Mischka conseguiu abrir as linhas de sapatos, bolsas e roupas para o dia até os anos 2000.

Também conseguiu abrir sua primeira loja em Beverly Hills, perto do epicentro do glamour holywoodiano que continuou a inspirar a marca.

Conseguiram estabelecer um esquema de produção em que os tecidos da marca vão da Europa para os Estados Unidos; nos Estados Unidos eles são cortados e costurados, transformando-se em vestidos; de lá são enviados para Mumbai, na Índia, para ser enfeitado com pérolas e afins. Quando voltam para os Estados Unidos para serem vendidos, os vestidos já foram encarecidos não só com os tratamentos, mas também com uma média de 70,000 milhas aéreas.

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Badgley Mischka.

Novamente, apesar do sucesso a marca não estava criando lucros, e dessa vez seu sócio majoritário, o grupo Escada AG, também passava por problemas financeiros. O grupo decidiu vender seus 80% da Badgley Mischka no final de 2003.

A marca então passou a ser parte do grupo Candie’s, que a comprou. Em seguida foi vendida para o grupo Iconix Brand e atualmente pertence ao grupo Titan Industries.

Algumas das celebridades que estão entre os clientes da marca: Taylor Swift, Madonna, Jennifer Lopez, Rihanna, Sharon Stone, Jennifer Garner, Julia Roberts, Kate Winslet, Sarah Jessica Parker, Helen Mirren, Ashley Judd, Mary-Kate e Ashley Olsen (que já foram embaixadoras da marca), Catherine Zeta-Jones, Julia Roberts e Halle Berry.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.notablebiographies.com/newsmakers2/2004-A-Di/Badgley-Mark-and-Mischka-James.html

https://www.badgleymischka.com/about-mark-and-james/

https://www.etiquetaunica.com.br/blog/badgley-mischka/

https://footwearnews.com/2016/business/mergers-acquisitions/badgley-mischka-titan-industries-buy-trademark-rights-iconix-198799/

https://www.hollywoodreporter.com/news/mark-badgley-james-mischka-celebrate-30-years-glamour-1141227

https://titanindustriesinc.com/pages/badgley-mischka

 

Badgley, Mark

O estilista Mark Badgley nasceu em 1961 no estado de Illinois. Gostava de desenhar roupas desde pequeno.

Se mudou com a família para o Oregon quando tinha sete anos.

Continuou desenhando até entrar na Universidade do Oregon para estudar arte. Em seguida entrou na Universidade do Sul da California para estudar negócios.

Se mudou para Nova York e em 1982 entrou na Parsons School of Design.

Lá conheceu James Mischka, outro estudante que viria a ser seu parceiro nos negócios e na vida amorosa.

Se formou em 1985, mesmo ano em que começou a namorar com James Mischka.

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Primavera/verão de 2015 – Badgley Mischka

Trabalhou de assistente para Jackie Rogers e Donna Karan até abrir a Badgley Mischka, sua própria marca com o namorado James Mischka, em 1988.

Em 2013, após 28 anos juntos, Mark e James se casaram.

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O casal de estilistas Mark Badgley, a esquerda, e James Mischka, a direita.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.notablebiographies.com/newsmakers2/2004-A-Di/Badgley-Mark-and-Mischka-James.html

Baby-Doll

É um traje de dormir.

Foi produzido pela primeira vez em 1942, por Sylvia Pedlar.

Sua criação foi uma maneira que a estilista encontrou de enfrentar a falta de tecido que a segundo guerra mundial causou.

Já o nome Baby-Doll veio do filme americano “Baby Doll”(Boneca de Carne no Brasil).

Sylvia Pedlar não gostava nem usava o nome Baby-Doll para as peças que produzia.

O traje é curto e costuma ser adornado com renda sintética, laços e fitinhas. Lembra as roupas íntimas infantis do século XIX.

Não foi criado com o intuito, mas o Baby-Doll é um traje muitas vezes erótico, como os usados no filme de mesmo nome.

Exemplos de baby-Doll:

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://en.wikipedia.org/wiki/Babydoll

Acolchoado

Também conhecido como matelassê.

É o resultado da costura de um enchimento, na maioria das vezes de algodão, colocado entre duas camadas de tecido, preso por costuras aparentes que formam desenhos diversos em relevo.

Foi muito usado em casacos e jaquetas no inicio da década de 1920, e voltou a moda durante a década de 1970.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.