Babado

Tira de tecido franzida e costurada à barra de uma peça de roupa.

O babado pode ser do mesmo tecido da roupa, ou de material diferente.

Durante o século XIX e XX, era um adorno de saias e vestidos muito comum, especialmente em vestidos de noite.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

 

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Babadinho

É um tipo de adorno; é um babado menor e franzido que adorna em geral decotes, cavas, punhos ou bainhas.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

Azulay, Simão

Simão Azulay foi um estilista paraense, nascido em 1950 e falecido em 1988 devido a AIDS.

Foi irmão do estilista David Azulay, da marca Blue Man, e pai do estilista Thomaz Azulay, da marca The Paradise.

Teve grande impacto na moda brasileira dos anos 80.

Saiu do Pará em 1962 com sua família e mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá teve dificuldade em encontrar roupas que se encaixassem ao seu estilo e então começou a desenhar suas próprias roupas, e confecciona-las com a ajuda da mãe, que as bordava; em seguida ele as vendia, e foi assim que começou sua carreira de estilista.

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O estilista Simão Azulay posando para revista Vogue.

Simão criou três marcas de roupa: “San Sebastian”e “Chez Simon”, ambas criadas durante os anos 70; e a mais famosa, criada em 79, a “Yes Brasil”.

Com a “Yes Brasil” Simão foi um dos responsáveis pelo tropicalismo na moda. Trabalhava muito com o jeans delavé tacheado, camisas com cores fortes e roupas com estilo militar.

Também gostava muito de trabalhar com temas vindos da cultura brasileira, como fauna e flora.

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Simão Azulay

Vestiu pessoas como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Depois de sua morte a “Yes Brasil” fechou.

A seguir há uma entrevista feita ao jornal Manchete com um mini desfile de 4 looks (O vídeo deve ser assistido até final, já que há cortes nele) e um vídeo feito em 2016 para uma homenagem à Simão Azulay no Rio moda Rio em que pode-se captar um pouco do seu estilo:

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Simão_Azulay

https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,trintona-e-com-tudo-em-cima,20021109p2924

https://www.lojadebiquini.com.br/articles/blue-man-11/

Azeviche

Também conhecido como Âmbar-Negro, o azeviche é uma pedra fóssil extraída de uma madeira flutuante encontrada em Whitby, na costa de Yorkshire na Inglaterra.

Conhecida desde o tempo dos romanos virou moda no século XIX, especialmente nas décadas de 1870 e 1880, sendo muito usada em jóias de luto e artigos esotéricos.

Hoje

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Bibliografia: allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://amodaresumida.wordpress.com/2016/10/18/ambar-negro/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Azeviche

Azagury, Jacques

Jacques Azagury é um estilista marroquino e nasceu em 1958.

Se mudou com a família para Londres quando tinha seis anos. Lá estudou na “London College of Fashion” e “St. Martins School of Art” durante o começo dos anos 70.

Em 78 mostrou seu primeiro desfile na revista “Harper’s & Queen”, e logo surgiram encomendas.

Durante os anos 80 chamou a atenção da crítica e público e foi eleito um dos estilistas mais promissores. Em 87 ele abriu sua loja conceito no distrito de Knightsbridge em Londres.

No mesmo ano lançou a coleção “New Romantics” (Novos românticos), e durante o lançamento da mesma foi apresentado à Princesa Diana pela editora da Vogue Anna Harvey.

A partir de então começou uma parceria e amizade com a Princesa que durou até sua morte em 97. Azagury leva o crédito do estilo icônico da Princesa Diana, já que foi um dos estilistas que ela mais usava.

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Vestido usado pela Princesa no Ritz Hotel, em Paris, na celebração da vitória de Sir James Goldsmith na eleição para uma cadeira no parlamento europeu.
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Vestido dado como presente por Jacques à Princesa no seu aniversário de 36 anos, usado no Museu Tate em Londres.
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Vestido vermelho com um longo decote em V nas costas; foi usado pela Princesa em uma coletiva de imprensa e logo em seguida, no mesmo dia, em um evento de gala da cruz Vermelha em Washington no dia 18 de Junho de 1997.
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Vestido usado pela Princesa em uma apresentação real do ballet “Lago dos Cisnes” no salão “Royal Albert Hall”, no dia 3 de Junho de 1997.
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Vestido usado pela Princesa em duas ocasiões; primeiro em Londres em 1995, e depois em Nova York, em dezembro do mesmo ano.
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Vestido usado pela Princesa em Veneza, em junho de 1995.

Seu estilo é o da mais pura elegância e glamour. Ele diz que o que o inspira são fotos antigas de sua mãe e suas amigas se divertindo em Casablanca com o estilo chic da época, e apesar de gostar muito de viajar, também diz que não se inspira pelas viagens, e que gosta de ser levado pelo tecido que escolhe para a nova coleção, sendo esta sempre uma evolução da coleção passada.

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A atriz e dama Elen Mirren usando Jacques Azagury no tapete vermelho em 2017.

Até hoje as roupas de Azagury são sinônimo de elegância e são procuradas por pessoas da alta sociedade e realeza até dançarinas e estrelas do rock.

Alguns looks da coleção primavera/verão de 2019:

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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019
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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019

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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019
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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

http://www.jacquesazagury.com/?page_id=40

https://www.thejc.com/lifestyle/fashion/jacques-azagury-1.483392

http://www.fashionencyclopedia.com/A-Az/Azagury-Jacques.html

https://www.alexandraslivingandloving.com/single-post/2019/03/11/Jacques-Azagury—the-Designer-who-brings-glamour-style-and-elegance-to-his-creations-and-of-course-created-the-iconic-look-for-Diana-Princess-of-Wales

https://www.elle.com/fashion/g8636/princess-diana-style-looks-jacques-azagury/?slide=31

Avedon, Richard

Richard Avedon foi um fotógrafo judeu nova-iorquino nascido em 1923.

Começou seu envolvimento com a fotografia aos 12 anos quando tornou-se membro do “Clube da Câmera” da Associação Hebraica de Jovens Homens. Na escola editou a revista escolar “The Magpie” com seu amigo James Baldwin, que viria a contribuir com o texto de um de seus livros anos depois.

Começou a estudar filosofia na faculdade, mas teve que interromper os estudos quando foi convocado para marinha em 1942. Serviu como fotógrafo da marinha mercante por dois anos, onde disse ter começado a torna-se fotógrafo devido aos inúmeros retratos que fazia e as diversas fotografias que tinha de analisar.

Ao sair da marinha, em 1944, começou a estudar na New School for Social Research aos cuidados de Alexey Brodovitch, que já trabalhava na revista Harper’s Bazaar na direção artística. No mesmo ano convenceu a filial nova-iorquina da loja de departamentos Bonwit Telles a empresta-lhe algumas roupas de alta-costura para uma sessão de fotos. Com o resultado do trabalho conseguiu encomendas da loja.

Em 1945, aos vinte anos começou a trabalhar como fotógrafo freelancer e iniciou uma parceria com a Harper’s Bazaar que duraria anos. A revista ajudou a moldar o estilo de Avedon ao negar-lhe, inicialmente, um estúdio. Avedon foi forçado a trabalhar em ambientes abertos e públicos, fotografando as modelos em praias, boates, ruas e parques, e assim iniciou uma de suas marcas registradas, a fotografia com movimento e em ambientes inusitados. Avedon se tornou o fotografo chefe na Harper’s Bazaar em pouco tempo.

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Jean Shrimpton fotografada por Richard Avedon em 1965 para a capa da revista Harper’s Bazaar
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Audrey Hepburn fotografada por Richard Avedon para a capa da revista Harper’s Bazaar.

Seu trabalho na Revista e o que fazia em seu estúdio pessoal fez muito sucesso e logo convites para trabalhar em outras revistas surgiram, dentre todas as suas novas parcerias, a que fez com a revista Vogue é a mais reconhecida e durou 20 anos.

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Twiggy fotografada por Richard Avedon para a capa de Julho de 1967 da revista Vogue
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Sofia Loren fotografada por Richard Avedon para a cada de dezembro de 1970 da revista Vogue

Em 1957 Avedon inspirou e trabalhou no filme “Cinderela em Paris” com Audrey Hepburn e Fred Astaire. O personagem de Fred Astaire, Dick Avery, foi baseado nele e o filme em si foi baseado na sua vida. Ele pôde trabalhar na fotografia do filme e também participou como consultor visual.

Na mesma época ele lançou dois seus livros, dentre os diversos que publicou foram estes: “Observations” com texto de Truman Capote e “Nothing Personal”com texto de James Baldwin.

Ao longo de sua carreira Richard Avedon trabalhou com diversos tipos de fotografia. Pode fazer retratos de celebridades e figuras políticas, fotografias de moda, fotografias de guerra e retratos de americanos comuns e até mesmo de pacientes com problemas mentais.

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“Mental Institution #16” – Hospital Psiquiátrico do Estado de Louisiana – 15 de Fevereiro de 1963

Seu trabalho envolveu todos os aspectos da moda, pode fazer retratos e fotos para editoriais, além de campanhas. Entre os nomes com quem trabalhou estão marcas e pessoas como Coco Chanel, Marilyn Monroe, Pablo Picasso, Calvin Klein, Versace, Dior, Elizabeth Taylor, Twiggy, Revlon, Andy Warhol e muitos outros.

É difícil destacar um de seus trabalhos, já que foram diversos e todos bem feitos e inovadores, talvez dois dos mais reconhecidos, seja os que fez dos Beatles, um para a campanha do álbum “St. Peppers Lonely Hearts Club Band” e outro para o álbum “White Album”.

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The Beatles por Richard Avedon (St. Peppers Lonely Hearts Club Band)
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The Beatles por Richard Avedon (White Album)

Além das coletâneas feitas em livros, Richard Avedon também foi celebrado em diversas exposições ao longo de sua vida.

Gostava de trabalhar com o movimento, a saturação de cores e de provocar o objeto de seus retratos até obter reações interessantes.

Richard Avedon faleceu em 1 de outubro de 2004.

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Capa da Revista Egoïste #13, 1997
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Malcolm X, Nova York, 27 de Março de 1963
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Nastassja Kinski, Los Angeles, 14 de Junho de 1981
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Linda Evangelista usando Versace para a campanha da coleção primavera/verão de 1993, Nova York, 9 de Novembro de 1992
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John Harrison, vendedor de madeira, e sua filha Melissa, Texas, 22 de Novembro de 1981
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Boyd Fortin, 13 anos, Texas, 10 de Março de 1979
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Capa da Revista Life, 24 de Maio de 1954
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Veruschka usando Kimberly, Nova York, 4 de Janeiro de 1967
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Kate Moss e Aya Thorgren usando Versace para a campanha da coleção primavera/verão de 1993, Nova York, 12 de Novembro de 1992
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Chet Baker, Nova York, 16 de Janeiro de 1986
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Małgosia Bela e Gisele Bündchen usando Dior, Nova York, 13 de Março de 2000
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Twiggy, Paris, 6 de Janeiro de 1968
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“New York Life #9”, Harlem, 23 de Março de 1949
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Truman Capote, Nova York, 10 de Outubro de 1955
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Janis Joplin, Texas, 28 de Agosto de 1969
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“Mental Institution #3” – Hospital Psiquiátrico do Estado de Louisiana – 15 de Fevereiro de 1963
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Sofia Loren, Nova York, 2 de Outubro de 1970
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Audrey Hepburn, with Simone D’Aillencourt, Frederick Eberstadt, Barbara Mullen, e Dr. Reginald Kernan; roupas de Balmain, Dior, e Patou. Maxim’s Paris, Paris, Agosto de 1959
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“New York Life #19”, Central Park, Nova York, 17 de Novembro de 1949
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Dorothy Parker, Nova York, 17 de Junho de 1958
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Brigitte Bardot, Paris, 27 de Janeiro de 1959
Sandra+Bennett,+twelve+year+old,+Rocky+Ford,+Colorado,+August+23,+1980
Sandra Bennett, 12 anos, Colorado, 23 de Agosto de 1980
Napalm+Victim+#3,+Saigon,+South+Vietnam,+April+29,+1971,+Murals+and+Portraits
Vítima de bomba de Nepal, Saigon, Sul do Vietnã, 29 de Abril de 1971
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Marilyn Monroe, Nova York, 6 de Maio de 1957

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.avedonfoundation.org/history

https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Avedon

https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Avedon

https://fhox.com.br/portfolio/moda/registros-de-richard-avedon-um-dos-principais-fotografos-de-moda/

Augustabernard

Augusta Bernard foi uma estilista francesa nascida em Provença em 1886.

Começou sua carreira copiando os vestidos de outros estilistas, e seu primeiro atelier foi em Biarritz (França). Em 1922 se mudou para Paris, onde abriu seu novo atelier na Rue du Faubourg Saint-Honoré e decidiu juntar seus nomes para criar o nome de sua marca, dessa forma evitaria confusões com os nomes de outras marcas.

Suas roupas eram vestidos cortados no viés, longos, elegantes, bem cortados e de preferência em cores pastéis. Augusta mantinha os designs limpos e não adicionava muitos adornos.

Ganhou fama entre as francesas, mas também chamou muita atenção das americanas. Durante os anos 30 estava muito em voga o classicismo grego, muito bem visto em seus trabalhos.

Em 1930 a Marquise de Paris ganhou o prêmio (Concours d’Elegance in St. Moritz) de mulher mais bem vestida usando um de seus vestidos de lamê prata.

Em 1932 a Vogue escolheu um de seus vestidos como o vestido mais bonito do ano.

Em 1934 duas coisas aconteceram, Man Ray imortalizou uma de suas peças em uma fotografia e o atelier de Augusta teve que ser fechado devido a falta de dinheiro que seus clientes estavam enfrentando por causa da grande depressão.

Augusta Bernard foi da época de grandes estilistas como Chanel, Schiaparelli e Vionnet, todas tiveram o impacto das guerras em seus trabalhos.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

Algumas imagens:

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://en.wikipedia.org/wiki/Augusta_Bernard

https://www.fashionmodeldirectory.com/designers/augusta-bernard/

http://marybawa.in/historyofashion/augusta.html

https://www.revolvy.com/page/Augusta-Bernard

https://exhibitions.fitnyc.edu/1930s-fashion-blog/tag/augustabernard/

 

Astracã

Pele do cordeiro caracul, originário da Russia. O tecido de astracã era muito usado para punhos, golas e chapéus até o século XIX, no século XX o termo astracã passou a ser usado tanto para a pele do cordeiro, quanto para novos tecidos sintéticos que imitam essa pele. Atualmente o tecido astracã é usado tanto nos detalhes quanto na confecção de casacos.

Astracã também é conhecido como Agneau Rasé.

Imagens:

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caracul

http://glossario.estilopiti.com/2012/03/astraca.html

https://www.casapinto.com.br/abc

https://amodaresumida.wordpress.com/tag/astraca/

Ashley, Laura

Laura Ashley foi uma estilista galesa. Nasceu em 1925 e faleceu 1985 devido a queda de uma escada na casa de sua filha. Começou sua empresa do zero com seu marido Bernard Ashley.

Bernard e Laura se conheceram quando ela ainda trabalhava como secretária e ele como corretor de ações. Casaram-se em 1949 e logo tiveram dois de seus quatro filhos.

A empresa nasceu após uma visita a exposição de artesanatos tradicionais no Instituto da Mulher no Museu de Victoria e Albert, que inspirou Laura; Ao procurar tecidos para fazer uma colcha Laura acabou frustrando-se pois não achou nenhum que a agradasse. O casal então decidiu produzir seus próprios tecidos, com desenhos originais.

Com 10 euros Bernard comprou uma moldura de madeira, tela, corantes e tecidos para que Laura pudesse começar a trabalhar nas estampas. Com muitas idas a biblioteca, onde pode alugar livros sobre estamparia de tecidos, e os materiais citados Laura finalmente pode começar o novo trabalho na mesa da cozinha de sua casa. Por possuir pouco espaço e um número limitado de material, ela começou a produzir tecidos quadrados de tamanho pequeno.

Laura começou transformando esses pequenos tecidos em toalhas de chá, jogos de cozinha, guardanapos e outros produtos que não necessitavam de muito tecido.

Logo ela foi encontrando o estilo pelo que é conhecida até hoje, os florais delicados e femininos e a referência aos padrões dos séculos XVIII e XIX.

Ao fazerem uma viagem para a Itália na época da estreia do filme “A Princesa e o Pebleu” de Audrey Hepburn e Gregory Peck, o casal percebeu que as echarpes usadas no filme por Hepburn foram muito copiadas pelas italianas e haviam tornado-se tendência.

Foi então que Laura começou a produzir echarpes, já que elas também eram um tipo de produto que utilizava pouco tecido.

A empresa começou chamando-se Ashley Mountney (ambos seus nomes de casada e solteira, respectivamente), mas Bernard decidiu que seria melhor mudar o nome da mesma para Laura Ashley, pois esse nome combinava mais com o estilo e produtos delicados que eles vendiam até então pelo correio.

Com o sucesso das echarpes a empresa pode crescer e logo estavam vendendo para grandes lojas. Com o crescimento da empresa veio a mudança em 1955 de Londres para Kent no interior da Inglaterra onde puderam aumentar a produção da empresa.

Foi com essa mudança que a empresa começou a ganhar a cara que tem hoje, uma empresa de design de moda e de decoração de interiores que foi criada por uma ex-dona de casa para outras donas de casa. Na verdade essa é a essência da marca até hoje. Quando Laura a começou gostava de fazer produtos que fossem usados pelas mulheres que tomavam conta do lar, essa foi uma característica importante para a marca, já que até hoje vende-se papeis de parede, jogos de cama, mesa e banho com seus desenhos. Também foi com esse crescimento que veio outra característica importante da marca, a utilização de tecidos confeccionados com 100% de algodão, fato que só foi mudado no início da década de 80, quando foi admitido a utilização de tecidos de mistura de algodão e do uso do jérsei.

Em 1958 abriram um showroom em Londres e lá eram expostos desde os produtos de moda ao produtos de decoração e têxteis.

Nos anos 60 veio uma grande expansão da marca. E foi quando seus produtos de moda tornarão-se mais conhecidos.

Logo após a introdução do estilo de Mary Quant, com suas mini saias e hot pants, veio o movimento flower power com os vestidos maxi. Foi aí que a marca Laura Ashley ganhou mais reconhecimento já que o estilo trabalhado por ela era justamente os florais delicados e as roupas mais campestres.

Após a morte de Laura a companhia abriu o capital e teve uma procura de mais de 34% do esperado, ela também continuou sendo administrada por sua família. Seu marido Bernard (que chegou a se tornar Sir) continuou como presidente até 1993, quando tornou-se presidente vitalício. Seus filhos continuaram a trabalhar com a criação de lojas e de novos produtos.

Hoje a marca ainda existe e é dirigida por um grupo tailandês.

Alguns exemplos dos produtos da marca Laura Ashley:

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Laura Ashley com seus vestidos.
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Exposição em Bath (2013) dos vestidos de Laura Ashley.
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Vestidos Laura Ashley
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Exemplo de estampa que Laura gostava de trabalhar.
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Princesa Diana usando Laura Ashley.
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Vitrine de uma das lojas Laura Ashley em shopping.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://biography.yourdictionary.com/laura-ashley

https://www.theguardian.com/business/2018/sep/16/how-laura-ashley-florals-and-frills-define-an-era

https://www.famousfashiondesigners.org/laura-ashley

https://en.wikipedia.org/wiki/Laura_Ashley_plc

http://www.fundinguniverse.com/company-histories/laura-ashley-holdings-plc-history/

https://www.fashionmodeldirectory.com/designers/laura-ashley/

https://www.lauraashley.com/en-gb/our-heritage

https://www.lilianpacce.com.br/moda/laura-ashley-retrospectiva/

https://www.infopedia.pt/$laura-ashley

https://blogdamaricalegari.com.br/2015/08/18/sabe-quem-foi-laura-ashley/

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/wales/454434.stm

http://www.lauraashley.com.br/sobre-a-empresa-laura-ashley/expansao.aspx

Art Nouveau

Art Nouveau (Arte Nova em francês) é uma escola de arte que aconteceu durante a segunda metade do século XIX até o começo do século XX, período conhecido como Belle Époque.

O estilo é considerado um estilo de arte pleno, já que abrange diversas áreas artísticas como arquitetura, mobiliário, decoração, pinturas, artes gráficas, joalheria, têxteis, cêramicas, vitrais, entre outros.

A origem do movimento é Europeia, mas não centrada a um país só (tendo começado na arquitetura na Bélgica, e nas artes gráficas na Grã Bretanha); na verdade em cada canto do mundo ocidental (onde teve maior influência) ela recebeu um nome diferente, foi influenciada por diversos artistas locais, e aplicada em todos o meios de arte, como dito anteriormente.

Foi predecessora do estilo Pré Rafaelita e antecessora do Art Deco. Na arquitetura é considerada o estilo de transição do historicismo ao modernismo.

Os grandes responsáveis pela propagação do estilo foram os mesmos que batizaram-no em cada país, foram estes galerias, lojas, revistas e jornais de arte. Os nomes mais conhecidos são o Art Nouveau, vindo de uma galeria francesa do marchant de arte Siegfried Bing chamada “Maison Art Nouveau”. Neste país teve muita influência do japonismo.

Na Alemanha foi propagada pelas revistas de arte Die Jugend, que batizou o estilo de Jugendstill (estilo jovem em alemão), Pan e Simplicissimus.

Na Grã Bretanha foi influenciada pelo estilo “arts and crafts”. Na Itália ficou conhecido como “Stile Liberty” oriundo da loja de departamento britânica “Liberty”.

Apesar de ter sido aplicada em cada país ocidental por artistas diferentes que aplicaram em seus trabalhos influências locais, o estilo foi o mesmo em todos eles.

As maiores influências foram o japonismo, o arts and crafts e motivos orgânicos da fauna e flora.

É definido por muitas curvas e a presença de animais, flores e do corpo feminino.

Em cada área da arte que foi aplicado trouxe mudanças inovadoras. Por ser muito orgânico tornou-se muito caro especialmente na arquitetura e mobiliária, já que os trabalhos deviam ser feitos por artistas e artesãos e não por máquinas. Com a mudança do século e a chegada da I Guerra Mundial o Art Nouveau perdeu força e foi substituído pelo Art deco, que era mais geométrico.

Alguns artistas que utilizaram o estilo Art Nouveau foram: Gustav Klimt, Georges Seurat, Paul Signac, e Henri de Toulouse-Lautrec.

No Brasil foi especialmente representada pela casa da família Alvares Penteado, que posteriormente foi doada para a USP e transformou-se no prédio da atual FAU.

A seguir exemplos da Art Nouveau aplicado nas diversas formas de arte.

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Entrada da Estação Porte Dauphine do Metropolitano de Paris, 1900-1912.

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Por Walter Crane (Grã Bretanha 1883)

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Capa da revista alemã Jugend, por Otto Eckmann (1896)

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Por Philippe Wolfers

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Poster por Theophile-Alexandre Steinlen para o cabaret Le Chat noir (1896)

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Por Jules Lavirotte, Paris (1901)

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Por Hector Guimard (1895–1898)

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Broche de Libélula por René Lalique (1897–98)

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Por Louis Comfort Tiffany , Nova York

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Por Louis Comfort Tiffany (1900–1910)

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Por Galileo Chini (1896–98)

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O Beijo por Gustav Klimt (1907–08)

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Por Louis Aucoc (circa 1900)

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Por René Lalique

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Por Charles Rohlfs (1898–1899)

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Por Vaszary (1906)

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-20/art-noveau/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Art_nouveau

https://en.wikipedia.org/wiki/Art_Nouveau