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Baker, Josephine

Ela era uma artista exótica (cantora, dançarina, atriz), ativista e até mesmo espiã.

Baker dancing the Charleston, 1926
Baker dançando o Charleston, 1926.

Nasceu como Freda Josephine McDonald em 3 de Julho de 1906 em Saint Louis, Missouri, EUA.

Seus pais eram artistas pobres e criaram Josephine em um bairro que abrigava muitos teatros de vaudeville, que funcionavam como casas de cinema, expondo-a ao showbiss em uma idade precoce.

Ela teve uma infância pobre, só frequentou a escola até o quinto ano, mas desenvolveu uma inteligência de rua.

Como sua família era pobre, Baker teve que ajudar trabalhando ainda criança.

Aos oito anos de idade, ela assumiu seu primeiro emprego como ajudante uma família branca.

Aos treze anos trabalhava como garçonete e morava nas ruas de vez em quando, na época também se casou com Willie Wells, mas o casamento durou apenas um ano.

Em 1921, com quinze anos, ela se casou pela segunda vez, desta vez com Willie Baker. E começou a perseguir sua vida como artista. Ela foi para Nova York com a trupe teatral da qual ela fazia parte e conseguiu ser recrutada para um show da Broadway.

Em 1925 ela se divorciou novamente, ficou como “Josephine Baker” e foi para Paris, onde começou a ganhar sucesso.

Sua dança exótica e o fato de que ela costumava aparecer nua no palco a tornaram conhecida em todos os lugares. Trabalhou em vários espectáculos e apresentou-se em locais como o cabaré Folies Bergère e o Casino Paris.

Naquela época, ela costumava se apresentar no palco com sua chita de estimação chamada Chiquita.

Louis_Gaudin_-_Casino_de_Paris_-_Josephine_Baker_1930
Ilustrado por Louis Gaudin a ilustração mostra Josephine baker sendo presenteada com um buquê de flores por Chiquita no Casino de Paris – 1930.

Ela voltou para Nova York e tentou uma carreira na broadway, mas não teve o mesmo sucesso que teve em Paris.

Por isso, decidiu voltar a Paris e, em 1937, casou-se, pela terceira vez, com Jean Lion e tornou-se cidadã francesa.

Em 1939, quando a Segunda Guerra Mundial foi declarada, Baker foi recrutada pelo “Deuxième Bureau”, a inteligência militar francesa, como um “correspondente de honra”. Baker coletava as informações que podia sobre os locais das tropas alemãs de autoridades que ela conhecia em festas.

Ela se divorciou em 1940 e se casou pela última vez, a quarta, em 1947, com o compositor francês Jo Bouillon. Seu casamento durou 14 anos e em 1961 eles se divorciaram.

Embora ela morasse em Paris, ela foi uma das personalidades que se envolveu com o ativismo americano durante a década de 1960.

Josephine Baker in her banana costume.
Josephine Baker usando seu traje de banana.

Na moda, ela é mais conhecida por sua carreira na década de 1920, por disseminar a pele negra em sua vida, colares de contas, gargantilhas, pulseiras, tornozeleiras, luvas de cores fortes, franjas e roupas coloridas.

Ela costumava aparecer nua no palco ou usando algo como saiote de plumas ou, seu “look” mais famoso, o cinto de bananas artificiais.

Ela é mais conhecida como ícone da era do jazz dos anos 1920.

Ela morreu em 1975.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://fashionsummedup.wordpress.com/2019/07/30/baker-josephine/

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