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Bakst, Leon

Leon Bakst foi um pintor, cenógrafo e figurinista russo nascido como Lev Samoylovich Rosenberg em 27 de Abril de 1866.

Bakst, Self Portrait,
Auto-Retrato, 1893, pintura a óleo.

Bakst nasceu em um família judia de classe média na Russia czarista. Seu avô era um alfaiate de grande renome e ganhou de presente do Czar uma grande casa em São Petersburgo; tal casa impressionou muito Bakst, e depois de sua família se mudar para a capital ele continuou a visitar seu avô e sua casa todos os sábados.

Aos 12 anos ganhou um concurso de desenho e decidiu tornar-se pintor; decisão a qual não agradou seus pais.

Após se formar no ensino fundamental e apesar de ter falhado no exame admissional, Bakst começou a cursar a “Academia de Artes de São Petersburgo” como aluno sem crédito até seu segundo ano, em 1883, quando conseguiu passar no exame na segunda tentativa.

Na academia conheceu e tornou-se amigo do artista Valentin Serov, uma amizade que foi eterna.

Ainda na academia chegou a participar de um concurso em que ele inscreveu uma Pietà na qual era possível ver as imagens bíblicas de Maria, que apareceu com os olhos vermelhos de choro, e os discípulos, que foram retratados como judeus pobres. As autoridades da escola ficaram escandalizadas e o desqualificaram.

Nessa mesma época ele também começou a trabalhar como ilustrador de livros e revistas.

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Apesar de ter orgulho das origens judias da sua família, Bakst viveu em um período da história em que havia uma onda de anti-semitismo na Russia. Acredita-se que o motivo para Bakst ter mudado seu nome de Rosenberg, um nome judeu, para Bakst, o nome de solteira de sua mãe, foi por receio que o nome de origem judia fosse lhe atrapalhar nos negócios.

No começo dos anos 1890 Bakst passou a expor seus trabalhos junto a sociedade de aquarelistas.

Entre os anos de 1893 à 1897 ele viveu em Paris, onde passou a estudar na Academia Julian, mas não deixou de visitar São Petersburgo.

Depois do meio da década de 1890 Bakst tornou-se membro do grupo conhecido como “Nevsky Pickwickians”. Era um grupo de artistas, escritores e figuras ligadas as artes, que possibilitou que Bakst se relacionasse com duas pessoas importantes para sua vida profissional, o empresário Sergei Diaghilev e o artista Alexander Benois, mais conhecidos como os responsáveis pelo movimento artístico “Mir Iskusstva”(“Mundo das Artes” em português). Diaghilev e Benois também criaram a revista de arte de mesmo nome que o movimento. Nessa revista Bakst ficou responsável em ajudar na parte gráfica. Tal trabalho trouxe-lhe muito sucesso e fama.

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Retrato de Sergei Diaghilev por Leon Bakst, 1906.

Em 1898 ele expôs seus trabalhos na exposição “Primeira Exposição de Artistas Russos e Finlandeses”, organizada por Diaghilev; expôs em exposições do “Mundo das Artes”, exposições da “Secessão de Munique”, exposições da “União dos Artistas Russos”, assim como outras.

Também trabalhou com retratos de pessoas como o pintor russo Filipp Malyavin em 1899, o escritor e filósofo Vasily Rozanov em 1901, o escritor e poeta Andrei Bely em 1905 e a escritora e poeta Zinaida Gippius em 1906.

Outro emprego que teve foi o de professor de artes para as crianças da família do Grande Duque Vladimir Alexandrovich da Russia.

Em 1902 Bakst aceitou a encomenda feita pelo Czar Nicolau II de pintar a reunião entre o  Almirante Avellan e os marinheiros russos, que aconteceu em Paris. Ele começou a obra durante as comemorações de 17 à 25 de Outubro, e só conseguiu terminar 8 anos depois.

Durantes as revoluções russas de 1905 Bakst trabalhou para as revistas Zhupel, Adskaja, Pochta, Satyricon e Apollon.

Em 1908 Bakst começou a trabalhar com a mídia que lhe rendeu mais sucesso, o design de cenários e figurinos de balés.

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Em 1909 se envolveu no design de sets para algumas tragédias gregas.

Foi com a companhia de dança de seu amigo Diaghilev, a companhia “Ballets Russes”(“Balés Russos” em português) que Bakst conseguiu renome internacional. Ele se envolveu com a produção do palco e do figurino de balés como Cleópatra em 1909, Scheherazade em 1910, Carnaval em 1910, Narcisse em 1911, Le Spectre de la Rose em 1911, L’après-midi d’un faune em 1912 e Daphnis et Chloé em 1912.

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Foi através dos Ballets Russes que Bakst conheceu duas de suas mais importantes amigas, as bailarinas, Anna Pavlova e Ida Rubinstein. Ambas acabaram abrindo suas próprias companhias de dança e convidaram Bakst para trabalhar com elas.

Durante esse período Bakst viveu no Leste Europeu, por causa do decreto russo que não permitia que um judeu vivesse permanentemente fora da Zona de Assentamento, que constituía-se em parte do território russo e parte de alguns países do leste europeu.

Felizmente ele pôde visitar São Petersburgo e dar aulas de pintura na escola “Zvantseva School of Drawing” ( “Escola de Desenho da Zvantseva” em português), da pintora e professora de artes Elizaveta Zvantseva. Um de seus alunos favoritos era o pintor Marc Chagall, que segundo Bakst, era um bom aluno que escutava atentamente as instruções das lições propostas, e assim que pegava as tintas e pincel, fazia algo completamente diferente.

Apesar de ser mais conhecidos por seus trabalhos para os palcos dos balés, durante o período conhecido como Art Déco (movimento artístico da década de 1920) era muito comum entre as famílias britânicas encomendar-se quadros para ornar suas casas. Portanto Bakst pôde trabalhar pintando obras como a história da Bela Adormecida feita em 7 painéis encomendada em 1913 para a mansão Waddesdon de James e Dorothy de Rothschild no condado de Buckinghamshire.

Em 1914 tornou-se membro da “Academia Imperial de Artes”.

Também em 1914 Bakst conheceu a filantropa connoisseur de arte Alice Warder Gerrett em Paris, quando a senhora Gerrett estava acompanhando seu esposo diplomata na Europa. Os dois tornaram-se amigos rapidamente, e Bakst passou a confiar nela como uma confidente e agente.

Quando os Gerretts voltaram para os EUA em 1920, a senhora Gerrett tornou-se a representante de Bakst lá. Ela organizou duas exposições na “Galeria Knoedler” em Nova York e depois algumas exposições itinerantes.

Voltando para Baltimore onde a família Gerrett possuía uma mansão chamada “Evergreen”, Bakst decorou a sala de jantar usando um amarelo ácido chocante com um vermelho chinês. Ele também transformou o pequeno ginásio da propriedade em um pequeno teatro particular colorido e moderno. Acredita-se que esse foi o único teatro particular no qual Bakst trabalhou.

Em 1922 Bakst terminou sua amizade com Diaghilev e os “Ballets Russes”.

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Ele morreu no dia 27 de Dezembro de 1924 em uma clínica em Rueil Malmaison, perto de Paris, de um edema pulmonar.

No dia do seu enterro familiares, amigos e diversos admiradores, entre eles os mais famosos artistas, escritores, críticos , poetas, músicos e dançarinos de sua época, formaram uma grande e comovente procissão que acompanho o corpo até seu túmulo.

Logo após ter desenhado o figurino da peça de balé “Jeux”, da companhia “Ballets Russes”,  Bakst colaborou com a casa de costura Paquin, da estilista Jeanne Paquin, em 1913 e desde então passou a se envolver com vestidos e produções têxteis até o fim de sua vida.

Ele frequentemente usava idiomas orientais, neo-clássicos e estéticas étnicas russas.

Devido à sua educação artística simbolista, gosto pessoal e circunstâncias financeiras Bakst não realizou o seu sonho de vestir a mulher do futuro dentro do mundo comercial da alta costura.

Ao invés disso suas roupas feitas durante o período da I Guerra Mundial até sua morte eram criadas como peças únicas para um grupo seleto de mulheres extravagantes e muito ricas.

Ainda assim Bakst foi um grande defensor da modernidade e um competente manipulador da mídia contemporânea, na qual vigorosamente promoveu sua própria oeuvre, o fenômeno da moda e o conceito da nova e emancipada mulher.

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Figurino de Dança Sacra para peça desconhecida, 1912.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.euppublishing.com/doi/full/10.3366/cost.2017.0025

https://www.britannica.com/biography/Leon-Bakst

https://en.wikipedia.org/wiki/Léon_Bakst

https://pt.wikipedia.org/wiki/Leon_Bakst

 

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Bailey, David

David Royston Bailey é um fotógrafo inglês, nascido em Londres em 1938.

Quando era pequeno tinha grande dificuldades na escola devido a uma dislexia não diagnosticada.

Aos 15 anos deixou a escola para começar seu primeiro emprego, como copy boy no escritório do jornal Yorkshire Post.

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David Bailey, Auto-retrato, 1957.

Ficou entre empregos até 1956, quando foi convocado para a Força Aérea Real (RAF, Royal Air Force) para servir em Singapura em 1957.

Enquanto estava servindo comprou uma camera Rolleiflex e começou a praticar a fotografia.

Em 1958 foi dispensado do serviço na RAF e decidiu continuar a praticar e estudar a fotografia.

Comprou uma câmera Canon Rangefinder e tentou ingressar na “London College of Printing”, mas não conseguiu devido ao seu histórico escolar, que não era bom.

Conseguiu um emprego como assistente de David Ollins, onde não conseguiu trabalhar com fotografia; pouco tempo depois ele foi convidado a fazer uma entrevista com o fotógrafo John french.

Em 1959 começou a trabalhar oficialmente como assistente de John French.

Em 1960 começou a trabalhar como fotógrafo no estúdio  de fotografia “Studio Five” de John Cole.

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Foto tirada por David Bailey pelo Studio Five para o Daily Express em 1960.

Em seguida, no final do mesmo ano, ele foi contratado pela Vogue Britânica.

A partir de então, David Bailey se transformou em um dos fotógrafos mais famosos do mundo.

 

No início de sua carreira, descobriu a modelo Jean Shrimpton, e juntos começaram a obter grande sucesso. Nessa época, os dois viveram um romance que foi transformado pela rede britânica BBC no filme para tv “We’ll take Manhattan” em 2012.

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Jean Shrimpton por David Bailey, Nova York, 1962.

Em pouco tempo, ele e mais dois colegas fotógrafos, igualmente respeitados, Terence Donovan e Brian Duff, ficaram conhecidos como A Trindade Negra (The Black Trinity), e foram creditados como uns dos responsáveis pelo movimento conhecido como “Swinging London”.

 

Michelangelo Antonioni também se inspirou em Bailey para fazer o filme “Blow Up”; o protagonista, um fotógrafo, e seu estilo de vida foram diretamente inspirados nele.

Seu trabalho não foi só focado na moda, Bailey também é mundialmente reconhecido por seus retratos e por sua fotos autorais.

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Mick Jagger por David Bailey, 1964.

Apesar de ser mais reconhecido pelo estilo fotográfico em que as fotos são bem exploradas em preto e branco, Bailey também trabalha com cores.

Além da fotografia, ele também se dedicou å direção de comerciais de TV e documentários.

Em 1976, também começou a se aventurar pelo mundo editorial, lançando a revista “Ritz Newspaper”, inicialmente uma mistura das revistas “Interview”, de Andy Warhol, e a “Rolling Stones”. A “Ritz Newspaper” funcionou até 1991 e foi responsável por introduzir as fotos de paparazzi no Reino Unido.

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Andy Warhol por David Bailey na capa da revista RItz Newspaper, em 1980.

Sua vida amorosa também chamou muita atenção. Era conhecido como um conquistador, tendo se envolvido com diversas modelos.

Se casou quatro vezes: A primeira em 1960 com Rosemary Bramble; depois em 1965 com a atriz francesa Catherine Deneuve; em 1975 com a modelo Marie Helvin; e por último em 1986, com sua atual esposa, a modelo Catherine Dyer.

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Penelope Tree por David Bailey para Vogue Britânica, Outubro de 1968.

David Bailey foi uma das principais celebridades de sua época de juventude (os anos 1960), e é um fotógrafo renomado e muito procurado até hoje.

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Cara Delevigne e Pharrell Williams por David Bailey para Vogue, Setembro de 2013

Alguns dos nomes com os quais pode trabalhar com e/ou fotografar ao longo dos anos são:  A Rainha Elizabeth II, a Princesa Diana, Margaret Thatcher, Terence Stamp, os integrantes dos Beatles, The Who e Rolling Stones (incluindo Brian Jones), Peter Sellers, PJ Proby, Cecil Beaton, Rudolf Nureyev, Andy Warhol, os gêmeos gângsters Kray; as modelos Jean Shrimpton, Twiggy, Penelope Tree, Kate Moss, Naomi Campbell e Cara Delevigne; os estilistas Yves Saint Laurent, John Galliano, Alexander McQueen e Tom Ford; as marcas Balanciaga, Dior, Chanel e Versace; com as empresas Volkswagen, Olympus e Nº7; e até mesmo a organização Greenpeace.

 

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://en.wikipedia.org/wiki/David_Bailey

https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Bailey

https://g.co/arts/Crk24dW2YtUUud9e8

https://www.wsj.com/articles/an-oral-history-of-david-bailey-the-legendary-london-born-photographer-who-reinvented-portraiture-11552912441

Bagheera

É um tipo de veludo fino, macio e felpudo.

Era muito usado para a confecção de vestidos de noite, saias e robes glamurosos. Também era usado em artigos de chapelaria e servia de substituto para pele em jaquetas e casacos até 1940.

Uma versão mais rústica do tecido pode ser encontrada em artigos de decoração como cadeiras e poltronas.

Possui uma aparência opaca, ao invés da brilhante dos veludos comuns.

Inicialmente era feito de seda.

Existe imitações do tecido feitas de crepe de raiom.

Infelizmente esse tipo de veludo saiu de circulação com a segunda guerra mundial.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

http://thedreamstress.com/2012/09/terminology-what-is-bagheera-and-a-bonus-definition/

Badgley, Mark

O estilista Mark Badgley nasceu em 1961 no estado de Illinois. Gostava de desenhar roupas desde pequeno.

Se mudou com a família para o Oregon quando tinha sete anos.

Continuou desenhando até entrar na Universidade do Oregon para estudar arte. Em seguida entrou na Universidade do Sul da California para estudar negócios.

Se mudou para Nova York e em 1982 entrou na Parsons School of Design.

Lá conheceu James Mischka, outro estudante que viria a ser seu parceiro nos negócios e na vida amorosa.

Se formou em 1985, mesmo ano em que começou a namorar com James Mischka.

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Primavera/verão de 2015 – Badgley Mischka

Trabalhou de assistente para Jackie Rogers e Donna Karan até abrir a Badgley Mischka, sua própria marca com o namorado James Mischka, em 1988.

Em 2013, após 28 anos juntos, Mark e James se casaram.

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O casal de estilistas Mark Badgley, a esquerda, e James Mischka, a direita.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.notablebiographies.com/newsmakers2/2004-A-Di/Badgley-Mark-and-Mischka-James.html

Azulay, Simão

Simão Azulay foi um estilista paraense, nascido em 1950 e falecido em 1988 devido a AIDS.

Foi irmão do estilista David Azulay, da marca Blue Man, e pai do estilista Thomaz Azulay, da marca The Paradise.

Teve grande impacto na moda brasileira dos anos 80.

Saiu do Pará em 1962 com sua família e mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá teve dificuldade em encontrar roupas que se encaixassem ao seu estilo e então começou a desenhar suas próprias roupas, e confecciona-las com a ajuda da mãe, que as bordava; em seguida ele as vendia, e foi assim que começou sua carreira de estilista.

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O estilista Simão Azulay posando para revista Vogue.

Simão criou três marcas de roupa: “San Sebastian”e “Chez Simon”, ambas criadas durante os anos 70; e a mais famosa, criada em 79, a “Yes Brasil”.

Com a “Yes Brasil” Simão foi um dos responsáveis pelo tropicalismo na moda. Trabalhava muito com o jeans delavé tacheado, camisas com cores fortes e roupas com estilo militar.

Também gostava muito de trabalhar com temas vindos da cultura brasileira, como fauna e flora.

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Simão Azulay

Vestiu pessoas como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Depois de sua morte a “Yes Brasil” fechou.

A seguir há uma entrevista feita ao jornal Manchete com um mini desfile de 4 looks (O vídeo deve ser assistido até final, já que há cortes nele) e um vídeo feito em 2016 para uma homenagem à Simão Azulay no Rio moda Rio em que pode-se captar um pouco do seu estilo:

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Simão_Azulay

https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,trintona-e-com-tudo-em-cima,20021109p2924

https://www.lojadebiquini.com.br/articles/blue-man-11/

Azagury, Jacques

Jacques Azagury é um estilista marroquino e nasceu em 1958.

Se mudou com a família para Londres quando tinha seis anos. Lá estudou na “London College of Fashion” e “St. Martins School of Art” durante o começo dos anos 70.

Em 78 mostrou seu primeiro desfile na revista “Harper’s & Queen”, e logo surgiram encomendas.

Durante os anos 80 chamou a atenção da crítica e público e foi eleito um dos estilistas mais promissores. Em 87 ele abriu sua loja conceito no distrito de Knightsbridge em Londres.

No mesmo ano lançou a coleção “New Romantics” (Novos românticos), e durante o lançamento da mesma foi apresentado à Princesa Diana pela editora da Vogue Anna Harvey.

A partir de então começou uma parceria e amizade com a Princesa que durou até sua morte em 97. Azagury leva o crédito do estilo icônico da Princesa Diana, já que foi um dos estilistas que ela mais usava.

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Vestido usado pela Princesa no Ritz Hotel, em Paris, na celebração da vitória de Sir James Goldsmith na eleição para uma cadeira no parlamento europeu.
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Vestido dado como presente por Jacques à Princesa no seu aniversário de 36 anos, usado no Museu Tate em Londres.
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Vestido vermelho com um longo decote em V nas costas; foi usado pela Princesa em uma coletiva de imprensa e logo em seguida, no mesmo dia, em um evento de gala da cruz Vermelha em Washington no dia 18 de Junho de 1997.
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Vestido usado pela Princesa em uma apresentação real do ballet “Lago dos Cisnes” no salão “Royal Albert Hall”, no dia 3 de Junho de 1997.
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Vestido usado pela Princesa em duas ocasiões; primeiro em Londres em 1995, e depois em Nova York, em dezembro do mesmo ano.
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Vestido usado pela Princesa em Veneza, em junho de 1995.

Seu estilo é o da mais pura elegância e glamour. Ele diz que o que o inspira são fotos antigas de sua mãe e suas amigas se divertindo em Casablanca com o estilo chic da época, e apesar de gostar muito de viajar, também diz que não se inspira pelas viagens, e que gosta de ser levado pelo tecido que escolhe para a nova coleção, sendo esta sempre uma evolução da coleção passada.

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A atriz e dama Elen Mirren usando Jacques Azagury no tapete vermelho em 2017.

Até hoje as roupas de Azagury são sinônimo de elegância e são procuradas por pessoas da alta sociedade e realeza até dançarinas e estrelas do rock.

Alguns looks da coleção primavera/verão de 2019:

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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019
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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019

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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019
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Jacques Azagury – Primavera/Verão 2019

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

http://www.jacquesazagury.com/?page_id=40

https://www.thejc.com/lifestyle/fashion/jacques-azagury-1.483392

http://www.fashionencyclopedia.com/A-Az/Azagury-Jacques.html

https://www.alexandraslivingandloving.com/single-post/2019/03/11/Jacques-Azagury—the-Designer-who-brings-glamour-style-and-elegance-to-his-creations-and-of-course-created-the-iconic-look-for-Diana-Princess-of-Wales

https://www.elle.com/fashion/g8636/princess-diana-style-looks-jacques-azagury/?slide=31

Avedon, Richard

Richard Avedon foi um fotógrafo judeu nova-iorquino nascido em 1923.

Começou seu envolvimento com a fotografia aos 12 anos quando tornou-se membro do “Clube da Câmera” da Associação Hebraica de Jovens Homens. Na escola editou a revista escolar “The Magpie” com seu amigo James Baldwin, que viria a contribuir com o texto de um de seus livros anos depois.

Começou a estudar filosofia na faculdade, mas teve que interromper os estudos quando foi convocado para marinha em 1942. Serviu como fotógrafo da marinha mercante por dois anos, onde disse ter começado a torna-se fotógrafo devido aos inúmeros retratos que fazia e as diversas fotografias que tinha de analisar.

Ao sair da marinha, em 1944, começou a estudar na New School for Social Research aos cuidados de Alexey Brodovitch, que já trabalhava na revista Harper’s Bazaar na direção artística. No mesmo ano convenceu a filial nova-iorquina da loja de departamentos Bonwit Telles a empresta-lhe algumas roupas de alta-costura para uma sessão de fotos. Com o resultado do trabalho conseguiu encomendas da loja.

Em 1945, aos vinte anos começou a trabalhar como fotógrafo freelancer e iniciou uma parceria com a Harper’s Bazaar que duraria anos. A revista ajudou a moldar o estilo de Avedon ao negar-lhe, inicialmente, um estúdio. Avedon foi forçado a trabalhar em ambientes abertos e públicos, fotografando as modelos em praias, boates, ruas e parques, e assim iniciou uma de suas marcas registradas, a fotografia com movimento e em ambientes inusitados. Avedon se tornou o fotografo chefe na Harper’s Bazaar em pouco tempo.

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Jean Shrimpton fotografada por Richard Avedon em 1965 para a capa da revista Harper’s Bazaar
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Audrey Hepburn fotografada por Richard Avedon para a capa da revista Harper’s Bazaar.

Seu trabalho na Revista e o que fazia em seu estúdio pessoal fez muito sucesso e logo convites para trabalhar em outras revistas surgiram, dentre todas as suas novas parcerias, a que fez com a revista Vogue é a mais reconhecida e durou 20 anos.

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Twiggy fotografada por Richard Avedon para a capa de Julho de 1967 da revista Vogue
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Sofia Loren fotografada por Richard Avedon para a cada de dezembro de 1970 da revista Vogue

Em 1957 Avedon inspirou e trabalhou no filme “Cinderela em Paris” com Audrey Hepburn e Fred Astaire. O personagem de Fred Astaire, Dick Avery, foi baseado nele e o filme em si foi baseado na sua vida. Ele pôde trabalhar na fotografia do filme e também participou como consultor visual.

Na mesma época ele lançou dois seus livros, dentre os diversos que publicou foram estes: “Observations” com texto de Truman Capote e “Nothing Personal”com texto de James Baldwin.

Ao longo de sua carreira Richard Avedon trabalhou com diversos tipos de fotografia. Pode fazer retratos de celebridades e figuras políticas, fotografias de moda, fotografias de guerra e retratos de americanos comuns e até mesmo de pacientes com problemas mentais.

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“Mental Institution #16” – Hospital Psiquiátrico do Estado de Louisiana – 15 de Fevereiro de 1963

Seu trabalho envolveu todos os aspectos da moda, pode fazer retratos e fotos para editoriais, além de campanhas. Entre os nomes com quem trabalhou estão marcas e pessoas como Coco Chanel, Marilyn Monroe, Pablo Picasso, Calvin Klein, Versace, Dior, Elizabeth Taylor, Twiggy, Revlon, Andy Warhol e muitos outros.

É difícil destacar um de seus trabalhos, já que foram diversos e todos bem feitos e inovadores, talvez dois dos mais reconhecidos, seja os que fez dos Beatles, um para a campanha do álbum “St. Peppers Lonely Hearts Club Band” e outro para o álbum “White Album”.

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The Beatles por Richard Avedon (St. Peppers Lonely Hearts Club Band)
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The Beatles por Richard Avedon (White Album)

Além das coletâneas feitas em livros, Richard Avedon também foi celebrado em diversas exposições ao longo de sua vida.

Gostava de trabalhar com o movimento, a saturação de cores e de provocar o objeto de seus retratos até obter reações interessantes.

Richard Avedon faleceu em 1 de outubro de 2004.

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Capa da Revista Egoïste #13, 1997
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Malcolm X, Nova York, 27 de Março de 1963
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Nastassja Kinski, Los Angeles, 14 de Junho de 1981
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Linda Evangelista usando Versace para a campanha da coleção primavera/verão de 1993, Nova York, 9 de Novembro de 1992
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John Harrison, vendedor de madeira, e sua filha Melissa, Texas, 22 de Novembro de 1981
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Boyd Fortin, 13 anos, Texas, 10 de Março de 1979
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Capa da Revista Life, 24 de Maio de 1954
Veruschka,+dress+by+Kimberly,+New+York,+January+1967,+Edition+105.46
Veruschka usando Kimberly, Nova York, 4 de Janeiro de 1967
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Kate Moss e Aya Thorgren usando Versace para a campanha da coleção primavera/verão de 1993, Nova York, 12 de Novembro de 1992
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Chet Baker, Nova York, 16 de Janeiro de 1986
Malgosia+Bela+and+Gisele+Bündchen,+dresses+by+Dior+Couture,+New+York,+March+2000
Małgosia Bela e Gisele Bündchen usando Dior, Nova York, 13 de Março de 2000
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Twiggy, Paris, 6 de Janeiro de 1968
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“New York Life #9”, Harlem, 23 de Março de 1949
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Truman Capote, Nova York, 10 de Outubro de 1955
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Janis Joplin, Texas, 28 de Agosto de 1969
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“Mental Institution #3” – Hospital Psiquiátrico do Estado de Louisiana – 15 de Fevereiro de 1963
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Sofia Loren, Nova York, 2 de Outubro de 1970
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Audrey Hepburn, with Simone D’Aillencourt, Frederick Eberstadt, Barbara Mullen, e Dr. Reginald Kernan; roupas de Balmain, Dior, e Patou. Maxim’s Paris, Paris, Agosto de 1959
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“New York Life #19”, Central Park, Nova York, 17 de Novembro de 1949
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Dorothy Parker, Nova York, 17 de Junho de 1958
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Brigitte Bardot, Paris, 27 de Janeiro de 1959
Sandra+Bennett,+twelve+year+old,+Rocky+Ford,+Colorado,+August+23,+1980
Sandra Bennett, 12 anos, Colorado, 23 de Agosto de 1980
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Vítima de bomba de Nepal, Saigon, Sul do Vietnã, 29 de Abril de 1971
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Marilyn Monroe, Nova York, 6 de Maio de 1957

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://www.avedonfoundation.org/history

https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Avedon

https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Avedon

https://fhox.com.br/portfolio/moda/registros-de-richard-avedon-um-dos-principais-fotografos-de-moda/

Augustabernard

Augusta Bernard foi uma estilista francesa nascida em Provença em 1886.

Começou sua carreira copiando os vestidos de outros estilistas, e seu primeiro atelier foi em Biarritz (França). Em 1922 se mudou para Paris, onde abriu seu novo atelier na Rue du Faubourg Saint-Honoré e decidiu juntar seus nomes para criar o nome de sua marca, dessa forma evitaria confusões com os nomes de outras marcas.

Suas roupas eram vestidos cortados no viés, longos, elegantes, bem cortados e de preferência em cores pastéis. Augusta mantinha os designs limpos e não adicionava muitos adornos.

Ganhou fama entre as francesas, mas também chamou muita atenção das americanas. Durante os anos 30 estava muito em voga o classicismo grego, muito bem visto em seus trabalhos.

Em 1930 a Marquise de Paris ganhou o prêmio (Concours d’Elegance in St. Moritz) de mulher mais bem vestida usando um de seus vestidos de lamê prata.

Em 1932 a Vogue escolheu um de seus vestidos como o vestido mais bonito do ano.

Em 1934 duas coisas aconteceram, Man Ray imortalizou uma de suas peças em uma fotografia e o atelier de Augusta teve que ser fechado devido a falta de dinheiro que seus clientes estavam enfrentando por causa da grande depressão.

Augusta Bernard foi da época de grandes estilistas como Chanel, Schiaparelli e Vionnet, todas tiveram o impacto das guerras em seus trabalhos.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

Algumas imagens:

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://en.wikipedia.org/wiki/Augusta_Bernard

https://www.fashionmodeldirectory.com/designers/augusta-bernard/

http://marybawa.in/historyofashion/augusta.html

https://www.revolvy.com/page/Augusta-Bernard

https://exhibitions.fitnyc.edu/1930s-fashion-blog/tag/augustabernard/

 

Astracã

Pele do cordeiro caracul, originário da Russia. O tecido de astracã era muito usado para punhos, golas e chapéus até o século XIX, no século XX o termo astracã passou a ser usado tanto para a pele do cordeiro, quanto para novos tecidos sintéticos que imitam essa pele. Atualmente o tecido astracã é usado tanto nos detalhes quanto na confecção de casacos.

Astracã também é conhecido como Agneau Rasé.

Imagens:

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Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caracul

http://glossario.estilopiti.com/2012/03/astraca.html

https://www.casapinto.com.br/abc

https://amodaresumida.wordpress.com/tag/astraca/

Ashley, Laura

Laura Ashley foi uma estilista galesa. Nasceu em 1925 e faleceu 1985 devido a queda de uma escada na casa de sua filha. Começou sua empresa do zero com seu marido Bernard Ashley.

Bernard e Laura se conheceram quando ela ainda trabalhava como secretária e ele como corretor de ações. Casaram-se em 1949 e logo tiveram dois de seus quatro filhos.

A empresa nasceu após uma visita a exposição de artesanatos tradicionais no Instituto da Mulher no Museu de Victoria e Albert, que inspirou Laura; Ao procurar tecidos para fazer uma colcha Laura acabou frustrando-se pois não achou nenhum que a agradasse. O casal então decidiu produzir seus próprios tecidos, com desenhos originais.

Com 10 euros Bernard comprou uma moldura de madeira, tela, corantes e tecidos para que Laura pudesse começar a trabalhar nas estampas. Com muitas idas a biblioteca, onde pode alugar livros sobre estamparia de tecidos, e os materiais citados Laura finalmente pode começar o novo trabalho na mesa da cozinha de sua casa. Por possuir pouco espaço e um número limitado de material, ela começou a produzir tecidos quadrados de tamanho pequeno.

Laura começou transformando esses pequenos tecidos em toalhas de chá, jogos de cozinha, guardanapos e outros produtos que não necessitavam de muito tecido.

Logo ela foi encontrando o estilo pelo que é conhecida até hoje, os florais delicados e femininos e a referência aos padrões dos séculos XVIII e XIX.

Ao fazerem uma viagem para a Itália na época da estreia do filme “A Princesa e o Pebleu” de Audrey Hepburn e Gregory Peck, o casal percebeu que as echarpes usadas no filme por Hepburn foram muito copiadas pelas italianas e haviam tornado-se tendência.

Foi então que Laura começou a produzir echarpes, já que elas também eram um tipo de produto que utilizava pouco tecido.

A empresa começou chamando-se Ashley Mountney (ambos seus nomes de casada e solteira, respectivamente), mas Bernard decidiu que seria melhor mudar o nome da mesma para Laura Ashley, pois esse nome combinava mais com o estilo e produtos delicados que eles vendiam até então pelo correio.

Com o sucesso das echarpes a empresa pode crescer e logo estavam vendendo para grandes lojas. Com o crescimento da empresa veio a mudança em 1955 de Londres para Kent no interior da Inglaterra onde puderam aumentar a produção da empresa.

Foi com essa mudança que a empresa começou a ganhar a cara que tem hoje, uma empresa de design de moda e de decoração de interiores que foi criada por uma ex-dona de casa para outras donas de casa. Na verdade essa é a essência da marca até hoje. Quando Laura a começou gostava de fazer produtos que fossem usados pelas mulheres que tomavam conta do lar, essa foi uma característica importante para a marca, já que até hoje vende-se papeis de parede, jogos de cama, mesa e banho com seus desenhos. Também foi com esse crescimento que veio outra característica importante da marca, a utilização de tecidos confeccionados com 100% de algodão, fato que só foi mudado no início da década de 80, quando foi admitido a utilização de tecidos de mistura de algodão e do uso do jérsei.

Em 1958 abriram um showroom em Londres e lá eram expostos desde os produtos de moda ao produtos de decoração e têxteis.

Nos anos 60 veio uma grande expansão da marca. E foi quando seus produtos de moda tornarão-se mais conhecidos.

Logo após a introdução do estilo de Mary Quant, com suas mini saias e hot pants, veio o movimento flower power com os vestidos maxi. Foi aí que a marca Laura Ashley ganhou mais reconhecimento já que o estilo trabalhado por ela era justamente os florais delicados e as roupas mais campestres.

Após a morte de Laura a companhia abriu o capital e teve uma procura de mais de 34% do esperado, ela também continuou sendo administrada por sua família. Seu marido Bernard (que chegou a se tornar Sir) continuou como presidente até 1993, quando tornou-se presidente vitalício. Seus filhos continuaram a trabalhar com a criação de lojas e de novos produtos.

Hoje a marca ainda existe e é dirigida por um grupo tailandês.

Alguns exemplos dos produtos da marca Laura Ashley:

Luara Ashley em 1976
Laura Ashley com seus vestidos.
19813-laura-ashley-2
Exposição em Bath (2013) dos vestidos de Laura Ashley.
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Vestidos Laura Ashley
Blue-hydrangea-fabric-from-Laura-Ashley--Country-Homes--Interiors--Housetohome.co.uk
Exemplo de estampa que Laura gostava de trabalhar.
princesa diana
Princesa Diana usando Laura Ashley.
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Vitrine de uma das lojas Laura Ashley em shopping.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://biography.yourdictionary.com/laura-ashley

https://www.theguardian.com/business/2018/sep/16/how-laura-ashley-florals-and-frills-define-an-era

https://www.famousfashiondesigners.org/laura-ashley

https://en.wikipedia.org/wiki/Laura_Ashley_plc

http://www.fundinguniverse.com/company-histories/laura-ashley-holdings-plc-history/

https://www.fashionmodeldirectory.com/designers/laura-ashley/

https://www.lauraashley.com/en-gb/our-heritage

https://www.lilianpacce.com.br/moda/laura-ashley-retrospectiva/

https://www.infopedia.pt/$laura-ashley

https://blogdamaricalegari.com.br/2015/08/18/sabe-quem-foi-laura-ashley/

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/wales/454434.stm

http://www.lauraashley.com.br/sobre-a-empresa-laura-ashley/expansao.aspx